Uma tecnologia inovadora desenvolvida por pesquisadores brasileiros e chineses está redefinindo os limites da neuroreabilitação. Em um estudo clínico realizado na China, pacientes com paraplegia completa voltaram a movimentar as pernas e, em alguns casos, a andar de forma autônoma.
O protocolo Walk Again Neurorehabilitation (WANR), liderado pelo renomado neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, combina interfaces cérebro-máquina, ambientes virtuais imersivos e robótica para criar uma abordagem terapêutica revolucionária.
Como Funciona a Terapia?
Durante o treinamento, os pacientes utilizam uma interface cérebro-máquina para controlar um avatar em um ambiente de realidade virtual. Simultaneamente, seus corpos recebem estímulos sensoriais por meio de exoesqueletos e outros dispositivos robóticos. Essa combinação ajuda o cérebro a reaprender a sensação de movimento, estimulando a reorganização neural.
Resultados Surpreendentes
Os resultados do estudo são animadores e reforçam o potencial da tecnologia:
- Após nove meses de treinamento, 50% dos participantes do grupo experimental migraram de paraplegia completa para parcial, recuperando movimentos voluntários.
- Exames de imagem mostraram a reversão da atrofia cerebral e um aumento significativo da conectividade entre diferentes regiões do cérebro.
Esses achados demonstram que, mesmo anos após uma lesão medular grave, o cérebro humano possui uma notável capacidade de se reorganizar quando exposto aos estímulos corretos.
O Futuro da Neuroreabilitação
Com esses avanços, as interfaces cérebro-máquina deixam de ser apenas experimentais e se consolidam como um novo e promissor caminho terapêutico. A tecnologia tem potencial para tratar não apenas lesões medulares crônicas, mas também doenças neurodegenerativas e até mesmo desacelerar o envelhecimento cerebral.
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