Blue Origin quebra barreiras e leva primeira passageira cadeirante ao espaço
A empresa de Jeff Bezos, Blue Origin, prepara um marco histórico para esta quinta-feira (18), às 13h (horário de Brasília). A missão NS-37, com duração aproximada de 10 minutos, levará a engenheira aeroespacial Michaela Benthaus, que utiliza cadeira de rodas, ao espaço.
Este voo inédito com uma pessoa cadeirante ao espaço é um passo significativo para a inclusão e acessibilidade em viagens espaciais, um campo que ainda está em seus primórdios, segundo a própria Benthaus.
A Blue Origin confirmou que a nave New Shepard, utilizada em missões anteriores, não exigirá grandes modificações para acomodar a passageira. A empresa, conforme divulgado pelo g1, já possui um histórico de transportar pessoas com diferentes necessidades, incluindo deficiência auditiva, mobilidade reduzida e baixa visão.
A jornada de Michaela Benthaus rumo ao espaço
Michaela Benthaus, engenheira aeroespacial e mecatrônica da Agência Espacial Europeia, teve sua mobilidade afetada após um acidente de mountain bike em 2018. Apesar dos desafios, ela se tornou uma defensora ativa e participou de experiências anteriores, como voos de pesquisa em gravidade zero e missões como astronauta análoga.
Ela expressou sua satisfação com o feito, afirmando: “Sinto que este é um passo importante, já que as viagens espaciais para pessoas com deficiência ainda estão em seus primórdios”. Benthaus complementou, “Talvez eu seja a primeira, mas não pretendo ser a última”.
Tecnologia e adaptações para a missão especial
A nave New Shepard, que já acumula 35 missões bem-sucedidas, sendo 16 com tripulação, foi projetada com acessibilidade em mente. A Blue Origin informou ao g1 que, para a missão de Michaela, foram necessárias apenas pequenas adaptações.
Essas adaptações incluem equipamentos como pranchas de transferência da cadeira de rodas para a nave e ajustes em procedimentos. Hans Koenigsmann, outro tripulante, e Jake Mills, que não participará do voo, auxiliarão Michaela na saída da cápsula, utilizando as mesmas pranchas de transferência.
Para garantir a mobilidade após o pouso no deserto, será utilizado um tapete de transferência, permitindo que Michaela utilize sua cadeira de rodas com autonomia. A empresa realizou diversos workshops com Michaela e Koenigsmann para testar e refinar os procedimentos de voo.
Um futuro mais inclusivo para a exploração espacial
A missão NS-37 representa um avanço significativo para a inclusão no espaço. A participação de Michaela Benthaus como a primeira passageira cadeirante demonstra o potencial da tecnologia e do planejamento para tornar a exploração espacial acessível a todos.
Este voo não apenas celebra uma conquista pessoal para Michaela, mas também abre portas para futuras missões espaciais que considerem e incorporem a diversidade de pessoas com deficiência, inspirando novas gerações de exploradores.
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